Mobilidade X telefone fixo

Em média seis milhões de brasileiros pretendem cancelar a linha fixa nos próximos meses, segundo levantamento da KPMG. Dados da Anatel revelam que dos 43.717 milhões de aparelhos instalados no país, estão em operação 32.839 milhões, enquanto os celulares totalizam 187 milhões de linhas. Fato este que será intensificado com a implementação do governo, de uma quinta empresa de telefonia móvel no país.

Segundo pesquisa realizada em julho, pela consultoria KPMG, 18% dos brasileiros, têm intenção de desligar o aparelho residencial. Destes 60% o farão em seis meses. Visto que o movimento tende a se fortalecer, pois 44% dos clientes só mantém a linha residencial, por "hábito", onde está ligado a ciclo de vida das pessoas, como as de maior idade e as que acabaram de ter filhos, em questão de segurança e costume.

Grande motivo de não haver maior cancelamento de telefones residenciais, é o motivo de tarifas inferiores a do celular e também por ser forma única de acesso a internet através da conexão discada(uma vez que a internet banda larga que não precisa de número fixo, não está disponível em boa parte do Brasil).

Atualmente a grande preocupação do consumidor é o custo. Onde o fixo dispara baixo custo de ligações, em xeque as interurbanas e internacionais. Um grande ponto chave nos custos, é que motivadas pelo capitalismo, as grandes empresas de telefonia móvel, oferecem melhores planos, para debater a concorrência de telefonia móvel, diminuindo taxas e custos de ligações, tirando a atratividade dos fixos. O fixo luta para sobreviver, e do contra, o móvel vem ganhando cada vez mais espaço no mercado consumidor.

Fonte: Jornal do Comércio

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